Uma história real
Era uma vez, em uma terra nem tão distante, uma menina que conseguiu dar a volta por cima. Quando aos sete anos preferiu abandonar o lar e viver nas ruas. A preferência pelas ruas se deu a partir do momento em que não encontrou no lar o afeto, o carinho e o aconchego da família. A violência dentro da casa, o abandono o desprezo fez com que o local onde ela se sentia segura, por mais contraditório que pareça, foi à rua. Rua onde os maiores maus exemplos de vida são notórios no cotidiano em resultam e manchetes de jornais.
Com apenas sete anos de idade ela se viu com a responsabilidade de se manter integra em meio a tantas possibilidades que a impulsionava a realizar atos que poderiam incriminá-la e aumentar as estatísticas de criminalidade infantil no Brasil.
E remando contra a maré, ela se manteve reta até os treze anos de idade, quando foi resgatada das ruas por uma família que deu condições para que ela pudesse amadurecer. Mais tarde fugiu da casa para procurar se educar e através do estudo houve um despertar pela pesquisa e mais tarde a escrita de peças teatrais.
Quando madura, morando de Niterói, assumiu a diretoria social da associação dos moradores de Maria Paula e teve a oportunidade de trabalhar com crianças que viviam próximo a sua residência. Isso porque ela viu a necessidade de criar algo para tirar as crianças da rotina de ociosidade que poderia provocar uma evasão escolar e o recrutamento para o mundo das drogas. E assim convidou algumas crianças para participarem de um pequeno grupo teatral que inicialmente se reunia na varanda da sua casa. E por surpresa, a varanda da casa ficou pequena, pois o número de crianças foi maior do que o esperado. Ela tinha a melhor das intenções, só que a sua ação estava fazendo com que alguns estudantes deixassem de ir para escola e procurassem sua casa para participarem do grupo teatral.
Estrategicamente o diretor da escola estadual em Maria Paula a convidou para trabalhar com o teatro dentro da escola, garantindo assim a freqüência e permanência dos alunos. Ele não sabia que a presença dela seria marcante, não somente para os alunos, mas para os pais, para a escola e para o bairro. Sua maior importância na escola se deu no momento que foi posta como representante da escola perante os pais, em reuniões que periodicamente eram feitas para resolução de problemas e prevenção de outros.
No bairro atuou na de forma marcante na associação de moradores, ela mobilizou os moradores conseguindo alcançar resultados expressivos no local. Levou o teatro às ruas organizando o projeto “UM SONHO DE NATAL” onde com a contribuição de voluntários levou alegria a muitas pessoas carentes.
E para dar seguimento ao seu trabalho, montou uma equipe convidando profissionais que tem a mesma visão, e agora dirige “PORTAS ABERTAS” uma organização não governamental que trabalha dando melhores condições de vida para nossa população tão sofrida.
E por este motivo que estamos organizados buscando ampliar nossos horizontes e contamos com a sua ajuda.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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